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Marcações nos Pneus

Todo tipo de pneu apresenta uma nomenclatura própria, que o identifica. Essa grande quantidade de informação vem impressa, em relevo, na sua parede lateral externa (Figura abaixo). Para obter um bom desempenho do produto, saiba o que significa cada uma dessas informações.

 

Marcação dos pneus

 

  1. Nome do fabricante. 1A-Logotipo do fabricante.
  2. Modelo do pneu.
  3. Características das dimensões e tipo de construção (175/70 R13)
    175= indica a largura nominal do pneu, em milimetros.
    70= indica a relação entre a altura e a largura nominal do pneu. Representa a sua série técnica. Não existindo identificação, a série é 82.
    R= indica que o pneu é de construção radial. A ausência deste código indica que o pneu é de construção diagonal.
    13= indica, em polegadas, o diâmetro interno do pneu.
  4. Índice de carga/código de velocidade.
    82 = indica o peso que o pneu é capaz de suportar. (índice de carga).
    S = indica a velocidade máxima em que o pneu poderá rodar com total segurança
  5. Pneu versão sem câmara (tubeless) ou com câmara (tube type).
  6. Posição dos indicadores de desgaste T.W.I. (Tread Wear Indicators).
  7. Códigos internos para controle de fabricação.
  8. Local de fabricação.*
  9. Matrícula DOT - indica estabelecimento de produção, tipo do pneu e período de fabricação de interesse para o Brasil. O número 201, por exemplo, por exemplo, indica 20ª semana de 1991.*
  10. Dados referentes a estrutura do pneu.*
  11. Carga e pressão máxima.*
  12. Registro de homologação.*
  13. Classificação do pneu junto a UTQG (Uniform Tyre Quality Grading).*
  14. M + S - "Mud and Snow" (para uso em Lama e Neve)
OBSERVAÇÕES:
  • A palavra REINFORCED, se houver, indica um pneu com estrutura reforçada, para veículos comerciais leves.
  • Quando o pneu possuir posição certa de montagem, essa informação deverá estar marcada (no lado interno e externo dos flancos / laterais do pneu) nos idiomas italiano, inglês, francês e alemão.*
(*) Exigências de exportação. Dependem do país em que o pneu será comercializado.

 

EQUIVALÊNCIA ENTRE SÍMBOLOS DE VELOCIDADE E A VELOCIDADE MÁXIMA (km/h)

SÍMBOLO
R
S
T
U
H
V
W
Y
VELOCIDADE 170 180 190 200 210 240 270 300

COMPONENTES DO PNEU DE AUTOMÓVEL

Os componentes mais importantes do pneu (Figura abaixo) são:

Banda de Rodagem:
Parte do pneu que está em contato direto com o solo. Seus desenhos devem proporcionar aderência, tração, estabilidade e segurança ao veículo.
Carcaça:
Estrutura do pneu que deve resistir a pressão, peso e choques. É composta de cordonéis têxteis. A carcaça constitui a parte resistente do pneu.
Flancos:
Laterais da carcaça que são revestidas por um composto de borracha de alta resistência a fadiga.
Sulcos:
Cavidades projetadas para evitar deslizamentos laterais, escoar água e detritos, refrigerar o pneu e gerar tração.
Talões:
São constituidos internamente de arames de aço de grande resistência. Tem por função manter o pneu na roda.
Cintura:
Representa o feixe de cintas (lonas estabilizadoras) que são dimensionadas para suportar cargas em movimento. Garantem a área de contato necessária entre o pneu e o solo, proporcionando dirigibilidade.

pneu_2.gif



COMO MANTER A SEGURANÇA E A DURABILIDADE

1. Pressão

A calibragem é fator importante para evitar desgaste e fadiga estrutural maior do que o resultante do uso normal dos pneus. Também aumenta a segurança dos ocupantes do veículo. A pressão baixa (pneu vazio) ou alta (pneu cheio demais) pode causar vários problemas, como:
  • Baixa Pressão
  • Desgaste geral
  • Maior consumo de combustível
  • Perda de estabilidade em curvas
  • Direção pesada e perda da capacidade de manejo
  • Desgaste dos terminais de direção
  • Aquecimento excessivo na zona de flexão e possibilidade de quebra da carcaça
  • Excesso de Pressão
  • Desgaste no centro da banda de rodagem
  • Perda de estabilidade nas curvas
  • Maior probabilidade de estouro por impacto
  • Veículo torna-se menos confortável

2. Alinhamento de Rodas
0 alinhamento das rodas deve ser feito de acordo com as especificações do fabricante do veículo (veja o manual do proprietário) para que, num percurso em linha reta, as rodas mantenham-se paralelas e perfeitamente apoiadas no solo. Para um bom alinhamento, não devem existir folgas nos terminais de direção, rolamentos, embuchamentos e pinos de direção. Os aros não podem apresentar defeitos. Se o alinhamento das rodas não for feito periodicamente pelo consumidor, haverá um desgaste prematuro dos pneus. E, em função da estabilidade prejudicada, ocorrerão anomalias na parte mecânica do veículo.
Pneus tem aderência em qualquer direção, mostrada no círculo de fricção. Força à frente (F) somada a força lateral em curvas (L) dá a resultante (LF). Se a resultante for maior que o círculo da fricção o pneu vai derrapar!

OBSERVAÇÃO: O raio do círculo de fricção é a força máxima que o pneu é capaz de desenvolver. Dependendo da combinação de aceleração, frenagem e força centrífuga em curvas, a resultante aponta numa direção, mas nunca podendo exceder o raio do círculo da fricção, pois haverá súbita perda de aderência.



O MISTÉRIO DA ADERÊNCIA

A forma na qual o pneu desenvolve aderência permanece envolta em mistério. Os fabricantes de pneus tem usado supercomputadores CRAY para calcular um modelo matemático definitivo sobre o que realmente acontece na área de contato do pneu com o piso.

O que realmente sabemos, já há muito tempo, é que o pneu só aguenta até um ponto e depois perde a aderência.

Se você quer que o pneu desenvolva a máxima força lateral em curvas, não pode ao mesmo tempo acelerar ou parar. É uma questão de compromisso: caso haja assim próximo do limite o pneu perde aderência. Veja a figura:

pneu_3.gif 

APÊNDICE

1. Atenção ao Manuseio

A utilização de máquinas de alta pressão, para a limpeza não poderá ser efetuada a uma distância inferior a 50cm pois, a alta pressão aplicada sobre a pintura poderá danificar o verniz protetor.

A limpeza das rodas deverá ser feita utilizando-se apenas água e detergente neutro. Em caso nenhum, poderão ser utilizados produtos abrasivos, químicos, ácidos ou básicos bem como solventes, pois poderão danificar o verniz protetor.

O não cumprimento das recomendações acima implicará na PERDA DA GARANTIA.


2. Conversão de Polegadas / Milímetros

Se você precisar converter polegadas e suas frações para o sistema métrico ou vice-versa, segue uma fórmula simples: 1 polegada = 25,4 mm.

Se souber a medida em polegadas e quiser saber a medida no sistema métrico, em milímetros, multiplique as polegadas por 25,4.

Exemplo: uma roda de 16 polegadas de diâmetro x 25,4 = diâmetro de 406,4 milímetros. 1 mm = 0,04 polegadas.

Se souber a medida em milímetros e quiser passá-la para polegadas, multiplique por 0,04.

Exemplo: uma furação de 114,3 mm x 0,04 = 4,572 polegadas (arredondar para 4,5 polegadas), deve ser identificada como furação de 4 ½ polegadas.